Aprendendo a Aprender


Contaminação do leite
26 Outubro 2007, 5:26 pm
Arquivado em: *Isabela*, Saúde

O leite é um alimento que consumimos praticamente todos os dias e ao longo de toda a vida, seja in natura ou processado como manteiga, queijo, iogurte ou como um dos ingredientes de achocolatados, bebidas lácteas, pães, bolos e vários outros alimentos.

Com a denúncia de leite fraudado e contaminado por substâncias tóxicas, notícias de que lotes de leite foram interdidatos pela Anvisa e de que deputados de Minas Gerais já defendem instalação de CPI do leite, lembrei de um post publicado em agosto de 2006 em meu antigo site que falava da contaminação do leite.

Aproveito o momento para o republicar, pois considero importante que os consumidores compreendam como algumas doenças — alergias, por exemplo — surgem e a causa pode estar relacionada ao consumo de alimentos contaminados.

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UMA INGÊNUA PERCEPÇÃO
Originalmente publicado em 26/08/2006

De forma geral, o leite que nos habituamos a beber desde crianças, por trás de sua brancura e aparente homogeneidade, esconde uma realidade de contaminação por pesticidas e bactérias.

As bactérias podem ser consideradas a parte menos preocupante: depois de uma boa fervura, morrem. É por isso que alguns chamam o leite longa vida de cemitério de bactérias, pois elas continuam no leite, embora mortas (apesar de que algumas já são termo-resistentes).

Já os resíduos de pesticidas são muito mais preocupantes. Na produção leiteira “a demasiada introdução de animais de alto grau de sangue de raças européias especializadas tem resultado na fragilização dos rebanhos, demandando crescentes gastos com antibióticos e pesticidas cada vez menos eficientes e mais tóxicos”.

Além disso, quando vacas em lactação apresentam alguma doença, principalmente mamite, os antibióticos nem sempre são administrados na dose correta e a vaca em tratamento não fica em “resguardo” enquanto toma esses medicamentos, sendo ordenhada normalmente. Com o preço do leite baixo, imagine se o produtor vai ordenhar a vaca e jogar o leite fora? Se o leite mudasse de cor, até poderia ser… mas continua branco e com aparência normal.

Quando as vacas ficam infestadas por carrapatos ou moscas-dos-chifres, o que é quase a regra, durante a aplicação de pesticidas o período de carência recomendado pelos fabricantes nem sempre é respeitado. Esses venenos normalmente são aplicados de forma inadequada — sub-dosagem e má aplicação — deixando os parasitas cada vez mais resistentes, o que exige doses cada vez mais altas — uma verdadeira bola de neve.

Ainda mais, “o uso indiscriminado de herbicidas de grande efeito residual estã deixando resíduos nos alimentos e no ambiente em que são produzidos, com comprometimento para a saúde do consumidor e para a sustentabilidade dos agroecossistemas locais”. E os animais, quando comem capim, silagens e concentrados contaminados por pesticidas, repassam isso para a carne e o leite.

O consumidor urbano, geralmente distante da realidade rural, nem imagina o que acontece na produção de alimentos. Algumas crianças urbanas chegam a imaginar que o leite já vem na caixinha. E, por falar nas crianças, muitas têm apresentado o que se chama “alergia a lácteos”, mas será que não é o organismo rejeitando os resíduos de pesticidas e antibióticos do leite?

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Mais sobre o assunto “leite contaminado” no site Milkpoint e neste artigo de Angela Trabbold. Um exemplo de produção de leite orgânico, certificada pelo Instituto Biodinâmico é o da Fazenda Acauã. Os trechos entre aspas sobre contaminação do leite utilizados neste post foram retirados de seu site.



Uma ingênua percepção
11 Agosto 2006, 1:54 pm
Arquivado em: *Isabela*, Saúde

De forma geral, o leite — que nos habituamos a beber desde crianças, por trás de sua brancura e aparente homogeneidade, esconde uma realidade de contaminação por pesticidas e bactérias.

As bactérias podem ser consideradas a parte menos preocupante: depois de uma boa fervura, morrem (apesar de que algumas já são termo-resistentes). É por isso que alguns chamam o leite longa vida de cemitério de bactérias, pois elas continuam no leite, embora mortas.

Já os resíduos de pesticidas são muito mais preocupantes. Na produção leiteira “a demasiada introdução de animais de alto grau de sangue de raças européias especializadas tem resultado na fragilização dos rebanhos, demandando crescentes gastos com antibióticos e pesticidas cada vez menos eficientes e mais tóxicos”.

Além disso, quando vacas em lactação apresentam alguma doença, principalmente mamite, os antibióticos nem sempre são administrados na dose correta e a vaca em tratamento não fica em “resguardo” enquanto toma esses medicamentos, sendo ordenhada normalmente. Com o preço do leite baixo, imagine se o produtor vai ordenhar a vaca e jogar o leite fora? Se o leite mudasse de cor, até poderia ser… mas continua branco e com aparência normal.

Quando as vacas ficam infestadas com carrapatos ou moscas-dos-chifres, o que é quase a regra, durante a aplicação de piretróides o período de carência recomendado pelos fabricantes nem sempre é respeitado. Esses venenos normalmente são aplicados de forma inadequada — sub-dosagem e má aplicação — deixando os parasitas cada vez mais resistentes, o que exige doses cada vez mais altas — uma verdadeira bola de neve.

Ainda mais, “o uso indiscriminado de herbicidas de grande efeito residual estã deixando resíduos nos alimentos e no ambiente em que são produzidos, com comprometimento para a saúde do consumidor e para a sustentabilidade dos agroecossistemas locais”. E os animais, quando comem capim, silagens e concentrados contaminados por pesticidas, repassam isso para a carne e o leite.

O consumidor urbano, geralmente distante da realidade rural, nem imagina o que acontece na produção de alimentos. Algumas crianças urbanas chegam a imaginar que o leite já vem na caixinha. E, por falar nas crianças, muitas têm apresentado o que se chama “alergia a lácteos”, mas será que não é o organismo rejeitando os resíduos de pesticidas e antibióticos do leite?

Aleitamento materno. A mulher, quando amamenta, deve procurar se alimentar de maneira saudável, dando preferência a alimentos sem agrotóxicos e evitando tomar antibióticos — a não ser que seja estritamente necessário e receitado por seu médico — para que isso não seja transmitido ao seu filho, através do leite materno.

Mais sobre o assunto “leite contaminado” neste artigo de Angela Trabbold. Um exemplo de produção de leite orgânico, certificada pelo Instituto Biodinâmico é o da Fazenda Acauã. Os trechos entre aspas sobre contaminação do leite utilizados neste post foram retirados do seu site.

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Dúvida
8 Agosto 2006, 6:20 pm
Arquivado em: *Isabela*, Homem, Saúde


Homo sapiens ou homo destructus (inclusive a si próprio)?

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É isso aí…
7 Agosto 2006, 12:00 am
Arquivado em: *Isabela*, Saúde

Há poucos dias, em uma recepção, vi uma mãe dando Coca-Cola ao seu bebê. Ele era tão novinho — cerca de um ano — que nem sabia falar Coca-Cola e pedia “cocó, cocó…”. Depois que provou do refrigerante, a criança não quis almoçar e só comeu um pedacinho de maçã, a muito custo.

É uma barbaridade dar refrigerante a bebês, principalmente Coca-Cola, por tudo o que ela contém — a diet, o aspartame, a normal, excesso de açúcar — por isso não me senti bem ao ver o garotinho, sem discernimento algum, desde cedo prejudicando sua saúde.

Principalmente porque assisti, no canal CNN, uma reportagem que acabou me motivando a escrever este post: um grupo ambiental indiano (CSE) no ano de 2003 detectou, na Índia, níveis excessivos de pesticida em bebidas como Coca-Cola e Pepsi, embora as empresas tenham afirmado que os refrigerantes eram seguros para consumo.

O estudo do CSE encontrou resíduos de pesticida em média 34 vezes mais elevados do que o limite permitido de 0,5 porções por bilhão (ppb). Agora, uma nova pesquisa encontrou de três a cinco pesticidas diferentes em amostras de Coca-Cola e de Pepsi. Além da variedade, a quantidade média de resíduos dos pesticidas encontrada nas amostras era 11,85 ppb, 24 vezes mais elevada do que o limite de 0,5 ppb e, em alguns casos, os níveis eram até 200 vezes o limite.

O CSE afirma que os resíduos de pesticidas encontrados foram especialmente de DDT, lindane, chlorpyrifo e malathion, nos refrigerantes Coca-Cola, Pepsi, Fanta, Sprite e 7-Up, dentre outros.

Imagens - fonte: CNN e Yahoo. Imagens obtidas através do Google imagens.

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