Aprendendo a Aprender


Sobre livros e leitura
9 Julho 2007, 12:02 pm
Arquivado em: *Isabela*, Filosofia, Leituras

Autor: Arthur Schopenhauer
Tradução: Phillippe Humblé e Walter Carlos Costa
Fonte: Ateus.net

Seria bom comprar livros se pudéssemos comprar também o tempo para lê-los, mas, em geral, se confunde a compra de livros com a apropriação de seu conteúdo.
[...] Todo livro minimamente importante deveria se lido de imediato duas vezes, em parte porque na segunda compreendemos melhor as coisas em seu conjunto e só entendemos bem o começo quando conhecemos o fim; em parte porque, para todos os efeitos, na segunda vez abordamos cada passagem com um ânimo e estado de espírito diferentes do que tínhamos na primeira, o que resulta em uma impressão diferente e é como se olhássemos um objeto sob uma outra luz.

SCHOPENHAUER, Arthur. Über Lesen und Bücher, capítulo 24 de Parerga und Paralipomena (1851). Sobre Livros e Leitura foi originalmente publicado em edição bilíngüe pela Editora Paraula, em 1993, com reimpressão em 1994.



Dialética do Esclarecimento - 60 anos
26 Junho 2007, 3:40 pm
Arquivado em: *Isabela*, Clássicos, Filosofia, Leituras

Primeira capa de Dialektik der AufklärungA “Diálética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos” de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer embora concluída em 1944 ainda durante a guerra, saiu pela primeira vez em 1947 pela Editora Querido em Amsterdam com o título Dialektik der Aufklärung.

Para comemorar os sessenta anos deste clássico, uma obra rica, fascinante e ainda muito atual, trago capa da primeira edição (à esquerda), capas reduzidas de edições em alguns países e citações extraídas da edição traduzida por Guido Antônio de Almeida (professor de filosofia da UFRJ), publicada pela Jorge Zahar Editor.

Do Prefácio: “Se uma parte do conhecimento consiste no cultivo e no exame atentos da tradição científica (especialmente onde ela se vê entregue ao esquecimento como um lastro inútil pelos expurgadores positivistas), em compensação, no colapso atual da civilização burguesa, o que se torna problemático é não apenas a atividade, mas o sentido da ciência. (p. 11). [...] Não alimentamos dúvida nenhuma — e nisso reside nossa petitio principii — de que a liberdade na sociedade é inseparável do pensamento esclarecedor. (p. 13). [...] A naturalização dos homens hoje em dia não é dissociável do progresso social. O aumento da produtividade econômica, que por um lado produz as condições para um mundo mais justo, confere por outro lado ao aparelho técnico e aos grupos sociais que o controlam uma superioridade imensa sobre o resto da população. O indivíduo se vê completamente anulado em face dos poderes econômicos. (p. 14). [...] A enxurrada de informações precisas e diversões assépticas desperta e idiotiza as pessoas ao mesmo tempo” (p. 15).

Do capítulo O Conceito de Esclarecimento: “No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objetivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores. Mas a terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal. O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber. (p. 19 — talvez a parte mais conhecida da obra, não poderia deixar de citá-la) [...] O esclarecimento é totalitário. (p. 22) [...] Do medo o homem presume estar livre quando não há nada mais de desconhecido. (p. 29) [...] A essência do esclarecimento é a alternativa que torna inevitável a dominação. Os homens sempre tiveram de escolher entre submeter-se à natureza ou submeter a natureza ao eu. (p. 43) [...] A maldião do progresso irrefreável é a irrefreável regressão. (p. 46 — uma das minhas favoritas). [...] É da imaturidade dos dominados que se nutre a hipermaturidade da sociedade.” (p. 47)

“No mundo da troca, quem está errado é quem dá mais; o amante, porém, é sempre o que ama mais.” (Do Excurso I — Ulisses ou Mito e Esclarecimento, p. 75)

Dialética do EsclarecimentoDo capítulo A Indústria Cultural: “O que é novo na fase da cultura de massas [...] é a exclusão do novo. A máquina gira sem sair do lugar. Ao mesmo tempo que já determina o consumo, ela descarta o que ainda não foi experimentado porque é um risco. É com desconfiança que os cineastas consideram todo manuscrito que não se baseie, para tranqüilidade sua, em um best-seller. Por isso é que se fala continuamente em idea, novelty e surprise, em algo que seria ao mesmo tempo familiar a todos sem jamais ter ocorrido. (p. 127) [...] Divertir significa sempre: não ter que pensar nisso, esquecer o sofrimento até mesmo onde ele é mostrado. (p. 135) [...] O que se busca é assistir e estar informado, o que se quer é conquistar prestígio e não se tornar um conhecedor.” (p. 148 )

Dialética do EsclarecimentoO conceito armchair thinking que eles desenvolveram é muito interessante e também vale a pena ser citado. A nota do tradutor diz que literalmente, armchair thinking é “pensamento de poltrona; pensamento ocioso, que não se baseia na prática ou na experiência, especulação.” É do capítulo Elementos do Anti-Semitismo, p. 188, que extraio esta pérola, para finalizar:

Na era do vocabulário básico de trezentas palavras, a capacidade de julgar e, com ela, a distinção do verdadeiro e do falso estão desaparecendo. Na medida em que o pensamento deixa de representar uma peça do equipamento profissional, sob uma forma altamente especializada em diversos setores da divisão de trabalho, ele se torna suspeito, como um objeto de luxo fora de moda: “armchair thinking“.

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Há os homens (ou) ah, os homens!
20 Junho 2007, 9:09 am
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No início dos anos 1930, Antoine Roquentin, personagem-autor do livro-diário A náusea (1938), de Jean-Paul Sartre, após haver viajado pela Europa-Central, África do Norte e extremo oriente, tinha se fixado havia três anos em Bouville para aí concluir suas pesquisas históricas sobre o marquês de Rollebon. Na biblioteca de Bouville, conheceu Ogier P… — o Autodidata — e um dia combinaram de almoçar e bater um papo. Extraio dessa conversa o fragmento a seguir, iniciado com uma pergunta do Autodidata:

– Li há alguns anos um livro de um autor americano que se chamava A vida vale a pena ser vivida? Não é essa a pergunta que o senhor se faz?

Evidentemente não, não é esta a pergunta que me faço. Mas não quero explicar nada.

– Ele concluía — diz o Autodidata em tom de consolo — optando pelo otimismo voluntário. A vida tem sentido, se quisermos lhe dar um. Em primeiro lugar é preciso agir, se lançar num empreendimento qualquer. Se em seguida refletirmos, a sorte está lançada, estamos comprometidos. Não sei o que é que o senhor pensa a esse respeito.

– Nada — digo.

Ou por outra, penso que é precisamente o tipo de mentira que utilizam para si mesmos, perpetuamente, os caixeiros-viajantes, os dois jovens e o senhor de cabelos brancos [pessoas que estavam no restaurante].

O Autodidata sorri com um pouco de malícia e muita solenidade:

– Também não sou dessa opinião. Acho que não temos que ir buscar tão longe o sentido de nossa vida.

– Como?

– Há uma finalidade, senhor, há uma finalidade… há os homens.

É verdade: estava esquecendo que ele é um humanista. Permanece um momento em silêncio, o tempo de fazer desaparecer cuidadosamente, inexoravelmente, a metade de sua carne estufada e e uma fatia inteira de pão. “Há os homens…” Esse homem sensível acaba de pintar um auto-retrato. Sim, mas não sabe se expressar bem. É indiscutível que seus olhos transbordam de alma, mas a alma não basta. No passado freqüentei humanistas parisienses, ouvi-os dizer mais de cem vezes: “há os homens” e era diferente! Virgan era inigualável. Tirava os óculos, como para se mostrar nu em sua carne de homem, me encarava com seus olhos comoventes, com um olhar grave e fatigado, que parecia me despir para captar minha essência humana, depois murmurava melodiosamente: “Há os homens, meu velho, há os homens.” E dava ao uma espécie de força canhestra, como se seu amor pelos homens, perpetuamente novo e admirado, se enredasse em suas asas gigantescas. A mímica do Autodidata não adquiriu esse aveludado; seu amor pelos homens é ingênuo e bárbaro: um humanista de província.

Realmente, há os homens, que por terem um cérebro privilegiado, consideram-se superiores às outras espécies e com o direito de subjugá-las, até mesmo as destruir. Há os homens, que desde a filosofia de Platão ao advento da cristandade, do Iluminismo a Nietzsche, forjou o pensamento ocidental baseado em crenças arrogantes e equivocadas sobre o lugar dos seres humanos no mundo. Filosofias como o liberalismo e o marxismo pensam a humanidade como uma espécie cujo destino é transcender seus limites naturais e conquistar a terra (da orelha de Cachorros de palha, John Gray, Editora Record, 2005). Há os homens que, se nenhuma outra certeza lhes restar, saberão sempre que são humanos (da orelha de Então você pensa que é humano? de Felipe Fernándes-Armesto, Companhia das Letras, 2007). Há os homens que pensam ser senhores do seu destino. Há os homens, e por isso a Terra já não é a mesma.

Ah, os homens!



I’m Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter - parte II
7 Junho 2007, 12:20 am
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Madeleine Peyroux disse que aprendeu a cantar ouvindo Billie Holiday, já regravou alguns sucessos dela, como Getting Some Fun Out Of Life (Edgar Leslie/Joseph A. Burke) — que também está no álbum Dreamland — e é considerada a Billie Holiday dos anos 1990. Pode até (também) ser jogada de marketing de sua gravadora, mas seu estilo e timbre de voz realmente remetem a Billie Holiday. Gosto muito de MP só que, parafraseando Drummond digo “ora, essa garota ainda lhe falta muito que estudar” para se tornar a nova lady. No álbum Got You on My Mind, gravado com o multi-instrumentista William Galison e que foi lançado apenas por Galison com selo próprio depois de uma questão jurídica, tem Back Your Own Back Yard (Al Jolson, Billy Rose, Dave Dreyer), composição do final dos anos 1920 que a dupla deixou altamente dançável — é impossível não se mexer um pouquinho. Pergunte à vovó como se dança foxtrot e saia dançando o trote da raposa.

A linda La Javanaise, em excelente arranjo, está no álbum Half the perfect world (2006), mas não ganha da interpretação de Juliette Gréco, a elegante musa do existencialismo.

Na verdade fico um pouco dividida pois a La Javanaise de Gréco é nostálgica, tem a aura de uma época que deixou saudades. Por exemplo, no poético texto Espinosa, ou o passeio perfeito o professor Robert Misrahi diz (em contexto filosófico):

Passeava eu recentemente pelo bairro Saint-Germain, nas imediações da rua Buci. Pensava naquele sábio chinês que, segundo Jean Grenier, ensinava a seus discípulos o “passeio perfeito” e me perguntava: seria hoje, doce memória ou puro gozo presente, ou ainda antecipação? Passava diante do Flore, onde havia encontrado Sartre pela primeira vez, e revi a janela de seu pequeno apartamento onde, frequentemente, eu vinha ao meio-dia discutir com ele sobre O ser e o nada. (Do capítulo Felicidade de Café Philo, Le Nouvel Observateur, Jorge Zahar Ed., 1999).

Mas retomemos à música. La javanaise é de Serge Gainsbourg (1928-1981) e para quem nasceu e vive na época do non-fumeur, s’il vous plaît, o vídeo onde ele faz caras e bocas com um cigarro na mão pode causar estranheza.

P.S.: os audios da Madeleine Peyroux podem ser ouvidos em seu site. Postei apenas Back Your Own Back Yard do album em parceria com Galison, já que este não figura no site dela.

Parte I



Dos nossos (ou) acho que ele também era aprendiz
11 Maio 2007, 10:21 am
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Paul Valéry



Estou de passagem (ou) por que se preocupar se estão construindo um palácio de ouro?
7 Maio 2007, 11:51 pm
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John Gray, pensador britânico e autor do livro Cachorros de palha, concedeu entrevista à revista Época (atenção: a foto da entrevista é de outro John Gray, escritor americano de livros de comportamento e relacionamento. Que falha da revista!!! Tsc tsc… A Wikipédia faz a desambiguação e a foto dele pode ser vista aqui.

No final da entrevista, quando perguntaram se ele tinha alguma palavra de alento sobre o destino da humanidade, respondeu: “Essa não é minha área (risos). Recomendo que as pessoas busquem a religião para isso”.



Varlam Shalamov (1907-1982)
2 Abril 2007, 2:26 pm
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Varlam Shalamov, que, segundo Gustaw Herling, um sobrevivente do gulag, era “um escritor diante do qual toda a intelligentsia literária do gulag, incluindo Solzhenitsyn, deve curvar a cabeça” foi preso pela primeira vez em 1929, quando tinha apenas 22 anos e ainda era um estudante de direito na Universidade de Moscou. Foi condenado a três anos de trabalhos forçados em Solovki, uma ilha que havia sido transformada de um monastério ortodoxo em um campo de concentração soviético. Em 1937 foi preso novamente e condenado a cinco anos em Kolyma, no nordeste da Sibéria. Segundo estimativas conservadoras, cerca de três milhões de pessoas pereceram nesses campos árticos, e um terço ou mais dos prisioneiros morria a cada ano. Shalamov passou 17 anos em Kolyma. Seu livro Kolyma Tales é escrito num estilo preciso, tchekoviano, sem nenhum tom didático como o encontrado nos trabalhos de Solzhenitsyn. Ainda assim, em ocasionais e lacônicas digressões e nas entrelinhas, existe uma mensagem: “quem quer que pense que pode se comportar de outra forma nunca tocou o verdadeiro fundo da vida; nunca teve que dar seu último suspiro em ‘um mundo sem heróis’.”
Kolyma era um lugar no qual a moralidade havia deixado de existir. Naquilo que Shalamov secamente chamou de “contos de fada literários”, profundos vínculos humanos são forjados sob a pressão da tragédia e da necessidade, mas na verdade nenhum vínculo de amizade ou simpatia era forte o bastante para sobreviver à vida em Kolyma: “Se a tragédia e a necessidade puseram pessoas juntas e fizeram surgir uma amizade entre elas, então a necessidade não era extrema e a tragédia não era grande”, escreveu Shalamov. Com as vidas drenadas de todo sentido, poderia parecer que os prisioneiros não tivessem nenhuma razão para prosseguir; mas a maior parte estava fraca demais para aproveitar as chances que apareciam, de tempos em tempos, de terminar suas vidas de uma maneira que tivessem escolhido: “Há tempos em que um homem tem que se apressar para não perder a vontade de morrer.” Vencidos pela fome e pelo frio, moviam-se, insensivelmente, na direção de uma morte sem sentido. Shalamov escreveu: “Existe muita coisa lá que um homem não deve saber, não deve ver; e, se vir, para ele é melhor morrer.” Após seu retorno dos campos, passou o resto de sua vida recusando-se a esquecer o que havia visto. Descrevendo sua viagem de volta a Moscou, escreveu:

Estava como se tivesse acabado de acordar de um sonho que havia durado anos. E, de repente, tive medo, e senti um suor frio em meu corpo. Estava aterrorizado pela terrível força do homem, seu desejo e sua habilidade de esquecer. Percebi que estava pronto para esquecer tudo, para apagar vinte anos de minha vida. E, quando compreendi isso, conquistei a mim mesmo; soube que não iria permitir que minha memória esquecesse tudo que eu havia visto. E recuperei a calma e caí no sono.

Na pior das circunstâncias, a vida humana não é trágica, mas desprovida de sentido. A alma é quebrada, mas a vida persiste. Ao falhar a vontade, a máscara da tragédia cai ao chão. O que permanece é apenas sofrimento. O último sofrimento não pode ser contado. Se os mortos pudessem falar, não os entenderíamos. Somos sábios por nos apegarmos a um arremedo de tragédia: a verdade desvelada apenas nos cegaria. Como Czeslaw Milosz escreveu:

Nem-um
Impunemente dá a si mesmo os olhos de um deus.

Shalamov foi libertado de Kolyma em 1951, mas proibido de deixar a área. Em 1953 teve permissão de deixar a Sibéria, mas impedido de viver numa cidade grande. Voltou a Moscou em 1956 para descobrir que a esposa o havia deixado e a filha o havia rejeitado. Em seu aniversário de 75 anos, vivendo só, numa casa para idosos, cego, quase surdo e falando com grande dificuldade, ditou para seu único amigo que ocasionalmente o visitava diversos poemas curtos que foram publicados no exterior. Como resultado, foi tirado do asilo e, resistindo o tempo todo –talvez pensando que estivesse sendo levado de volta para Kolyma –, internado num hospital psiquiátrico. Três dias mais tarde, em 17 de janeiro de 1982, morreu “num quarto pequeno, com grades nas janelas, diante de uma porta acolchoada”.

Texto retirado do capítulo Os vícios da moralidade do livro Cachorros de palha: reflexões sobre humanos e outros animais de John Gray publicado no Brasil pela editora Record em 2005.

Dica de filme: Honra e Coragem - As Quatro Plumas (The Four Feathes). Dirigido por Shekhar Kapur. Com: Heath Ledger, Wes Bentley, Kate Hudson, Djimon Hounsou, Alex Jennings e Michael Sheen. Embora o filme tome partido do exército inglês, ao retratar seus soldados como heróis e os nativos — que tiveram suas terras invadidas pela Inglaterra imperialista e estavam apenas lutando por sua liberdade — como vilões, algumas cenas têm a ver com o que Shalamov passou ao mostrar grande quantidade de prisioneiros amontoados, sem espaço para se mexerem, passando fome, fazendo trabalhos forçados, embora muitos estivessem doentes e, mesmo assim, como disse John Gray: “a alma é quebrada, mas a vida persiste”. A fotografia do filme, as tomadas aéreas do deserto, o figurino e a interpretação de Djimon Hounsou são excelentes.



O E.T. e o Terráqueo
30 Março 2006, 5:17 pm
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By Gianni Vattimo, filósofo italiano, em La sociedade transparente:

Vivir en este mundo múltiple significa experimentar la libertad como oscilación continua entre la pertenencia y el extrañamiento.

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