Os trabalhos com temas natalinos do artista plástico, pintor e ilustrador JAN HÍSEK (1965, Praga) são uma forma bastante diferente de explorar o Natal, sem brilhos, verdes e vermelhos coca-cola. Um deles, o Madonna with blackie (detalhe abaixo) é particularmente interessante e sempre tive vontade de usá-lo como banner no mês de dezembro. Mas, para acomodar a imagem ao formato pré-determinado do tema só poderia inserir um detalhe. Três trabalhos de Hísek foram testados e o que melhor se adaptou foi Zjevení que significa Revelation, Apocalipse. Mas, quando encaixado, restou apenas uma parte de um homem que aponta para um anjo e isso me pareceu, embora com a mão esquerda, uma saudação bem conhecida e rechaçada (com razão). Quando o homem foi apagado, a preocupação foi modificar um trabalho artístico. Além disso, o banner escureceu o blog. Uma pena.
A opção rápida, mas bonita, foi uma cena bem conhecida de uma véspera de Natal do filme Fanny e Alexander (1982), de Ingmar Bergman.
Clicando aqui, você poderá apreciar Zjevení na íntegra e, abaixo (reduzidos), como os banners ficaram:

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Zjevení (Revelation/Apocalipse), 1995, 39×57 cm (detalhes, adaptados para o formato do banner).
Mais dois trabalhos do artista:

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Madona s černouškem (Madonna with Blackie), 1992, 23×32cm (detalhe)

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Beránci (Lambs), 1998, 8×7cm
É com o banner do filme Fanny e Alexander, os trabalhos de Hísek e, apesar do calor típico de verões cada vez mais quentes, com a bonita interpretação de Louis Armstrong para a canção White Christmas (1940), clássico natalino de Irving Berlin, que desejo Boas Festas.
WHITE CHRISTMAS (1940) 02:39
Irving Berlin
Artista: Louis Armstrong
Album: Louis Armstrong and Friends – 2003 – What a Wonderful Christmas
Post relacionado: Então é Natal…




Atualização: detalhes reduzidos de algumas obras do artista plástico e escultor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920), que retratam a pintora francesa Jeanne Hébuterne (1898-1920), sua esposa e principal modelo, com exceção da quinta imagem, contada da esquerda para a direita e de cima para baixo, que é um auto-retrato.
Minhas associações:
As imagens estão em 3×4 que, multiplicados, resultam em 12 imagens. São 3 colunas x 4 linhas, cuja composição formou um grande “3×4″. Quanto à disposição, em todas da primeira linha ela está com a cabeça para o lado direito (dela); em todas da segunda linha, ela está com os cabelos castanhos; em todas da coluna do meio, ela está com o cabelo preso; em todas da terceira coluna, parece ser o mesmo local, a mesma parede ao fundo; o mesmo para a terceira linha, parece ser a mesma parede, além do chapéu nas duas das pontas; na última linha, em todas ela está sentada em uma cadeira.
E dá para ver que ela repete a mesma blusa preta pelo menos cinco vezes.

Cerca de 1944: A atriz Rita Hayworth e seu marido, o ator e diretor de cinema Orson Welles (Foto By Hulton Archive / Getty Images)

Anos 1930. Orson Welles e Dolores del Rio com o trombonista Tommy Dorsey
(Foto by Pictorial Parede / Getty Images).
Arquivado em: *Isabela*, Amizade, Cinema, Figuras, John Gray, Memética, Religião
O post Memética, intertextualidade e l’ange au sourire de Reims recebeu o seguinte comentário:
Para aquele(a)s que buscam uma breve explicação sobre o que vem a ser a memética, não posso deixar de recomendar o excelente artigo de Adrian Leverkuhn.
Sobre este assunto, John Gray, no livro Cachorros de palha (p. 43), provoca:
Os memes são aglomerados de idéias e crenças que presumivelmente competem uns com os outros de forma semelhante às dos genes. Na vida da mente, bem como na evolução biológica, existe um tipo de seleção natural de memes através da qual os memes mais adaptáveis sobrevivem. Infelizmente, os memes nao são genes. Na história das idéias, não há nenhum mecanismo de seleção natural de mutações genéticas em evolução.
De qualquer modo, apenas alguém milagrosamente inocente em relação à história poderia acreditar que a competição entre idéias possa resultar no triunfo da verdade. Certamente as idéias competem umas com as outras, mas os vencedores são normalmente aqueles que têm o poder e a loucura humana do seu lado. Quando a Igreja medieval exterminou os cátaros, terão os memes católicos prevalecido sobre os memes dos hereges? Se a Solução Final [de Hitler para a questão judaica] tivesse sido ultimada, isso teria demonstrado a inferioridade dos memes hebreus?
Agora, para MEG:

Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Teresa Martin)
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face
Thérèse: Ordinary girl, extraordinary soul – O filme.
Oração:
Santa Teresinha, a vós recorremos em nossas trevas. Alcançai-nos, para nós, para a nossa pátria, as luzes do Divino Espírito Santo para que todo o nosso íntimo seja luz e claridade, para que recebam sempre os raios benéficos e esplêndidos de quem se apresentava ao mundo como a Luz celeste. Amém.
THERE IS A BALM IN GILEAD 3:19
Artista: Jessye Norman
Piano: Dalton Baldwin
Diretor: Willis Patterson
Album: Norman – Espirituales Negros, 1979, Philips
There is a balm in Gilead
To make the wounded whole
There is a balm in Gilead
To heal the sin-sick soul
Sometimes I feel discouraged
And think my work’s in vain
But then the Holy Spirit
Revives my soul again
Don’t ever feel discouraged
For Jesus is your friend
And if you lack of knowledge
He’ll ne’er refuse to lend
If you cannot preach like Peter
If you cannot pray like Paul
You can tell the love of Jesus
And say, “He died for all”
Henri Cartier-Bresson – Edith Piaf “Hino ao amor”
Fotos de Truman Capote, Arthur Miller, William Faulkner, Samuel Beckett, Susan Sontag, Ezra Pound, Robert Lowell, Paul Valéry, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Marc Chagall, Marcel Duchamp, Alberto Giacometti, Matisse, Igor Stravinsky, Jean Renoir, John Huston, Marilyn Monroe, Dalai Lama, Robert F. Kennedy, Che Guevara, Carl Jung e outros retratados por Henri Cartier-Bresson.
“Procuro sobretudo um silêncio interior, traduzir a personalidade e não uma expressão.” (Henri Cartier-Bresson)
Pela “incrível agudeza de seus ensaios” e por sua “quase inabarcável erudição e curiosidade infatigável”: estes foram alguns dos motivos apresentados pelos jurados para dar o Prêmio Reino de Redonda a Umberto Eco no dia 11 de abril. Uauau!


