Argel foi para Camus a “pátria da alma”. A “pátria da alma” é o lugar onde o homem sente os laços que o ligam à uma determinada terra. A Argélia, com sua exuberante natureza e o seu povo mediterrâneo ensinou-lhe muitas coisas. “Aprendi que não existe felicidade sobrehumana, eternidade para além dos dias. Esses bens decisórios e essenciais, essas verdades relativas são as únicas que me emocionam. As outras, as “ideais”, eu não tenho bastante alma para compreendê-las”. A pureza consiste em encontrar uma “pátria da alma”, pois a dificudade do homem é que ele deve ser homem e puro.
Extraído do livro “Camus: vida e obra” de Vicente Barreto, 2. ed. Editora Paz e Terra, 1991. Páginas 39-40.
