Quando o amor é verdadeiro
O caminho nunca é longo
(Ivor Novello)

Pompeo Battoni (1708-1787). Apollo and the Two Muses [Detail: Euterpe and Urania]. Muzeum Pałacu w Wilanowie / Palace Museum in Wilanów Warsaw. Public domain. Full resolution.

Capa do album Shine Through My Dreams, de Ivor Novello (1893-1951): a música dele é maravilhosa. Seu prêmio, The Ivors, é uma escultura de bronze de Euterpe, a musa da música. Novello foi um compositor galês, a quem Robert Altman prestou homenagem no filme Gosford Park (2001), no qual é interpretado por Jeremy Northam. A trilha sonora desse filme tem cinco composições de Novello. Abaixo, logo do prêmio e imagens de Gosford Park. Depois, letra e audio de uma de suas composições My Dearest Dear, interpretada por Novello e Mary Ellis. Aprecie.



Jeremy Northam é Ivor Novello em Gosford Park (2001).
MY DEAREST DEAR
Album: Shine Through My Dreams – Memoir Records
From the London musical “The Dancing Years” (1939)
(Ivor Novello / Christopher Hassall)
Mary Ellis; Ivor Novello (Stage Production) – 1939
Revisando a literatura para um trabalho que envolveu, entre outras questões, a baixa-estima do homem rural, principalmente com relação à sua falta de instrução e à idéia de que o rural não é lugar para quem estuda, revisitei alguns personagens da literatura, com seus lamentos e anseios por instrução. Riobaldo, do romance Grande sertão: veredas (1), é um deles:
Sou só um sertanejo, nessas altas idéias navego mal. Sou muito pobre coitado. Inveja minha pura é de uns conforme o senhor, com toda leitura e suma doutoração (p.14).
Mas o senhor vai avante. Invejo é a instrução que o senhor tem (p.100).
Ah, eu só queria ter nascido em cidades, feito o senhor, para poder ser instruído e inteligente! (p. 407).
Zé Bebelo, amigo de Riobaldo, parte para a realização de seu sonho: “E Zé Bebelo corrigiu, para eu ouvir, os projetos que ele tinha. [...] Não queria saber do sertão, agora ia para a capital, grande cidade. Mover com comércio, estudar para advogado” (p. 606).
(1) ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2006 (Biblioteca do Estudante).
I – Primeira Parte: Brasão
Bellum sine bello
[...]
TERCEIRO / O CONDE D. HENRIQUE
Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.
À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
«Que farei eu com esta espada?»
Ergueste-a, e fez-se.
Imagine uma mulher, Julie, que ama e é correspondida por Claude, por quem abriu mão do trabalho e mudou de Paris para o interior da França. Mas, um dia, Claude sofre um acidente de automóvel, fica em coma e quando acorda não lembra mais que ama seu amor. Para completar, Sandrine, a ex-esposa de quem ele ainda não se divorciou, aparece e quer levar o ex para casa dela, alegando os filhos.
O filme aborda a luta de Claude para se recuperar em uma clínica e sua angústia por não se lembrar, por se sentir confuso. O dilema de Julie é deixá-lo com Sandrine e recomeçar sua vida… ou reconquistar seu amor?
Se você tem o EuroChannel, vá na programação, agende e assista À margem dos dias (En Marge des Jours, 2007), adaptação de uma narrativa autobiográfica para a TV por Emmanuel Finkiel (Viagens, 1999), que foi diretor assistente de Kieslowski na Trilogia das Cores.

