- Como se sente, meu peixe? - perguntou em voz alta. - Eu me sinto bem; a mão esquerda está melhor e tenho comida para mais uma noite e um dia. Carregue com o barco, peixe.
Mas, na verdade, ele não se sentia muito bem, por causa da grossa linha atravessada nas costas que quase não sentiam mais a dor, e estava com uma sonolência que não lhe agradava. “A mão direita tem apenas um ferimento e a esquerda já se livrou por completo da cãibra. As pernas estão bem. Também levo vantagem sobre o peixe quanto à alimento.”
O velho e o mar de Ernest Hemingway. Tradução de Fernando de Castro Ferro.
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