Logo na abertura do filme “O Último tango em Paris” (Last tango in Paris, 1972), duas telas do pintor irlandês Francis Bacon são apresentadas. Uma delas é “Double Portrait of Lucian Freud”.

Double Portrait of Lucian Freud and Frank Auerbach (detail). 1964. Francis Bacon. Moderna Museet, Stockholm.
Quando estava em Paris para começar a filmar, Bernardo Bertolucci foi a uma exposição de Bacon no Grand Palais e a dramaticidade dos corpos retorcidos das telas muito o impactou. Tanto que ele levou para ver a exposição o diretor de fotografia Vittorio Storaro, o figurinista Gitt Magrini, o cenógrafo Ferdinando Scarfiotti e, por fim, Marlon Brando, quando então lhe pediu que expressasse a mesma dramaticidade selvagem que há na face das figuras de Bacon, conhecido por trabalhos que evocam sentimentos de desespero existencial, a nota dominante em O Último Tango.
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E Lucian Freud (1922), neto do pai da psicanálise, foi notícia no mês de maio por causa do preço de uma de suas obras, recorde em um leilão da Christie’s: agora ele é o artista vivo mais caro da história, pois pagaram 33,6 milhões de dólares por seu quadro “Benefits supervisor sleeping” de 1995, óleo que mostra a modelo Sue Tilley dormindo em um sofá, considerado como sua pintura mais importante.

Lucian Freud. Benefits supervisor sleeping. Oil on canvas. 1995.
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