Aprendendo a Aprender


Propagandas II
28 Junho 2006, 9:58 am
Arquivado em: *Isabela*, Marketing e Propaganda

Algumas campanhas publicitárias dão o que pensar…

Há algum tempo atrás foi a Mitchell que apareceu com a seguinte:

emoções frescas, idéias
frescas, amor fresco,
vida fresca.
ar, ar, verão ar.
sol. quer tirar o tédio de sua mente?
eu preciso de algo novo…
(Livre tradução)

Agora é a Ford com a campanha “Viva o novo”. No site da campanha, encontrei as seguintes frases de efeito (enquanto isso, uma música de fundo — opcional — abre a mente às novas idéias):

O novo incomoda.
Por quê?
Porque desafia.
Mas, queiram ou não, o novo sempre vem.
E, para a nossa felicidade,
o novo geralmente vence.
E, quando o novo vence,
a máquina do mundo gira melhor.
Novos projetos deixam as tristezas
em uma agenda que não se abre mais.
Novas crianças surgem para nos dar as mãos.
Novos passos exigem de nós coragem.
O novo é belo porque nos muda,
nos leva a novas estações.
O novo nos torna pessoas melhores
porque nos torna novas pessoas.
O novo é lindo.
Assim como os sonhos,
o novo não envelhece.

A verdade é que essas empresas vendem novos modelos, novas coleções, por isso têm que exaltar o novo. Como exceção, certa vez vi uma propaganda da Volkswagen sobre a durabilidade dos seus carros e tem o Land Rover Defender que também que é conhecido como um carro durável. Mas o que geralmente ocorre é a mudança anual do design dos carros para que quem compra o modelo novo mostre que está com o modelo do ano. Com roupas e acessórios ocorre o mesmo: cores e modelos mudam a cada estação do ano. Isso está ligado ao consumo conspícuo e acaba levando as pessoas que tentam acompanhar essas mudanças a um tipo de escravidão do novo, na busca da diferenciação e valorização pelo que consomem.

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Pôr-do-sol
26 Junho 2006, 12:00 am
Arquivado em: *Isabela*, Poesia, SerTão

Sertão, pôr-do-sol. Foto: Isabela.

Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.
(Fernando Pessoa)

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Noite de São João
24 Junho 2006, 12:00 am
Arquivado em: Leituras, Poesia

Noite de S. João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de S. João.
Porque há S. João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.
(Fernando Pessoa)

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Propagandas
22 Junho 2006, 12:00 am
Arquivado em: *Isabela*, Marketing e Propaganda

Fugindo totalmente ao mote “Copa do Mundo”, a propaganda da Albany para sua linha de cuidados com os cabelos ficou muito divertida, a despeito de exageros. Sob a premissa de que homens e mulheres são diferentes, apresenta dois modos de uso para seus shampoos, cremes e condicionadores.

Modo de uso da linha masculina:

1 - Lave.
2 - Enxágüe.
3 - Vista qualquer roupa.
4 - Saia!

Agora, o modo de uso da linha feminina:

1 - Termine de ver a novela.
2 - Fale com uma amiga [por] duas horas para ver o que ela e você vão vestir.
3 - Entre no chuveiro cuidadosamente.
4 - Lave os cabelos com o shampoo Albany que mais combina com o seu tipo de cabelo…
5 - Enxágüe.
6 - Passe nos cabelos o condicionador Albany para cabelos femininos.
7 - Saia do chuveiro sem molhar nada.
8 - Seque seu cabelo durante 40 minutos.
9 - Ligue novamente para sua amiga e pergunte o que ela e você vão usar.
10 - Escolha uma roupa.
11 - Se troque.
12 - Experimente outra roupa.
13 - Se troque.
14 - Experimente outra roupa.
15 - Aplique a maquiagem.
16 - Coloque a bijouteria.
17 - Fique meia hora em frente ao espelho.
18 - Mude de roupa novamente.
19 - Saia!

Enquanto isso, a campanha do Ourocard — Banco do Brasil está cafonérrima:

“Quem leva o Brasil no peito, leva tudo com Ourocard” e a imagem de dois homens e duas mulheres, que me pareceram ser pseudos patriotas e consumistas circunspectos, vestidos com camisas verde-amarelas e com a mão no peito, igual a jogador de futebol quando vai cantar o hino nacional, sendo que na ponta das mãos de cada um deles tem um cartão Ourocard. Ao fundo, estádio de futebol lotado. Para completar, no site do cartão, a música de fundo é o Hino Nacional Brasileiro em ritmo de samba. Existe algo mais batido e fora de moda?

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Imagerie
18 Junho 2006, 9:56 am
Arquivado em: *Isabela*, Leituras

Vi um anúncio de uma escola que me chamou a atenção porque tinha uma imagem projetada de um edifício que ficou subentendida como sendo o prédio da escola. Ou seja, não tinha uma observação dizendo “futuras instalações”. Dias depois, essa escola utilizou uma sala no shopping para matrículas e ficava projetando em telão imagens produzidas por computador do que viria ser o prédio da escola.

Esse fato me reporta a um texto chamado Comprender la imagen hoy. Nuevas imágenes, nuevo régimen de lo visible, nuevo imaginário do livro Videoculturas de fin de siglo, de Alain Renaud.

Nesse texto o autor fala que as novas tecnologias da imagem constroem novas relações com o que vemos, com a imagem, pois permite antecipar ativamente o real físico, reproduzi-lo e manipulá-lo através da simulação interativa.

Para este fenômeno, Alain Renaud cria um termo interessante em francês. Diz que a imagem se faz “imagerie” (produção de imagens) dinâmica e operacional, integrando o sujeito em uma situação de experimentação visual inédita.

Esse processo a que chama de “simulacro interativo” se substitui à imagem espetáculo, mudando o conjunto das nossas relações com o real e que eram formadoras de todo o pensamento dominante sobre a imagem.

E é assim que tomamos contato com uma “realidade” projetada: um bairro urbano, um carro, uma construção, uma escola ou faculdade, um parque de diversões e por aí vai.

Isso é mais comum na construção civil. As pessoas compram apartamentos na planta e só podem ver o que estão comprando através de imagens assim. Quando um cliente vai a uma corretora, vê cartazes e catálogos com várias opções de condomínios e edifícios, tudo virtual, e que serão entregues num prazo estipulado pela construtora.

Estávamos acostumados a comprar objetos vendo sua imagem e agora entramos numa nova fase: comprar pela imagem do que virá a ser.

Assim como a imagem em movimento mudou muito a maneira das pessoas perceberem o real, essas novas tecnologias da imagem vão mudando nossa percepção e as vezes nem nos damos conta.

Imagerie — propaganda de um condomínio a ser construído

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Futura mamãe
9 Junho 2006, 5:44 pm
Arquivado em: *Isabela*, Variedades

Imagem photoshopada de uma lagartixa-futura-mamãe que estava descansando na parede da casa. Ou será que ela tinha comido besourinhos além da conta e estava com a barriga cheia? Mas ela estava tão parada e compenetrada que eu fico achando que era uma futura mamãe, esperando as contrações…

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Dedo torado
7 Junho 2006, 7:53 am
Arquivado em: *Isabela*, SerTão

Quando você me disse que Lula tem um dedo torado eu não acreditei, pensei que fosse brincadeira. Depois, olhando as revistas que você me deu, vi uma foto em que mão dele aparece e falta um dedo mesmo. Aí contei a pai essa história do dedo torado e ele disse que era mentira, invenção do povo… Ele só acreditou quando veio aqui em casa e eu mostrei a foto.

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