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Conferência de Abertura
“Como os professores aprendem a sua profissão” (“Comment les professeurs apprennent leur profession”)
Conferencista: Prof. Dr.. Guy Berger (Universidade Paris 8 – França)
Tradução: Prof. Dr. Bernard Charlot (Universidade Paris 8/UFS/NPGED/ NPGECIMA/ EDUCON)
Coordenação: Profa. Dra. Veleida Anahi da Silva (UFS/DED/NPGED/ NPGECIMA/EDUCON)
Local: Auditório do Campus de Itabaiana/UFS
Conferência de Encerramento
“As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação”
Conferencista: Prof. Dr. José Carlos Libâneo (Universidade Católica de Goiás)
Coordenação: Prof. Dr. Bernard Charlot (Universidade Paris 8/UFS/NPGED/ NPGECIMA/ EDUCON)
Local: Auditório do Campus de Itabaiana/UFS
INSCRIÇÕES
Período de Inscrição: 08/06 a 22/09/2009
Com apresentação de trabalho: 08 de setembro de 2009
Sem apresentação de trabalho: 22 de setembro de 2009
EIXOS TEMÁTICOS
1. Educação, Intervenções Sociais e Políticas Afirmativas
2. Educação, Sociedade e Práticas Educativas
3. Educação, Trabalho e Juventude
4. Formação de Professores: memórias e narrativas
5. Ensino de Ciências e Matemática
6. Educação, Cultura e Religião
7. Educação Infantil e Inclusão Social
8. Tecnologia, Mídia e Educação
CONTATO
E-mail: coloquioeducon@yahoo.com.br
Tel.: (79) 2105-6761/6797
Inscrição on-line: http://br.geocities.com/educonufs/IIIcoloquio/
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Argel foi para Camus a “pátria da alma”. A “pátria da alma” é o lugar onde o homem sente os laços que o ligam à uma determinada terra. A Argélia, com sua exuberante natureza e o seu povo mediterrâneo ensinou-lhe muitas coisas. “Aprendi que não existe felicidade sobrehumana, eternidade para além dos dias. Esses bens decisórios e essenciais, essas verdades relativas são as únicas que me emocionam. As outras, as “ideais”, eu não tenho bastante alma para compreendê-las”. A pureza consiste em encontrar uma “pátria da alma”, pois a dificudade do homem é que ele deve ser homem e puro.
Extraído do livro “Camus: vida e obra” de Vicente Barreto, 2. ed. Editora Paz e Terra, 1991. Páginas 39-40.
Você sabe de que são as imagens abaixo?



Fotos: Kenneth LIBBRECHT, SnowCrystals.com
São fotos de cristais de neve que caíram em Ontário, Alasca, Vermont, Michigan e nas montanhas da Sierra Nevada, Califórnia, capturadas sob o microscópio pelo professor de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Kenneth Libbrecht, que vem fotografando cristais em microscópios há mais de uma década e agora mostra as mais belas imagens no livro The Art of the Snowflake.
Seu método consiste em deixar a neve cair em uma tábua de coleta, depois a examina e seleciona as espécies mais interessantes para fotografá-las. Segundo ele, a água congelada forma vários tipos de cristais, sendo que a maioria tem seis lados, embora outros cheguem a ter doze.
O professor Libbrecht diz que os cristais formados de maneira mais perfeita costumam ser encontrados durante nevascas leves com pouco vento, por isso cada nevasca é uma aventura fotográfica porque traz cristais diferentes.

A criação de Oz, propriamente dita, já passou a ser lendária: o autor, L. Frank Baum, batizou seu mundo mágico com as letras O-Z da última gaveta de seu arquivo.
Baum teve uma vida estranha, cheia de altos e baixo. Nasceu rico, herdou de seu pai uma cadeia de pequenos cineteatros, e os perdeu por má administração. Escreveu uma peça de sucesso e vários fracassos. Os livros sobre Oz fizeram dele um dos principais escritores de histórias infantis da época mas todos os seus outros romances de fantasia naufragaram. The Wonderful Wizard of Oz e uma adaptação musical deste livro para a ribalta restauraram as finanças de Baum; mas uma tentativa financeiramente desastrosa de fazer uma turnê pelos Estados Unidos promovendo seus livros com um fairylogue de eslaides e filmes levou-o a pedir falência em 1911. Depois disso, vivendo à custa do dinheiro da mulher em “Ozcot”, Hollywood, ele criou galinhas e ganhou prêmios em exposições de flores. Suas finanças melhoraram após o pequeno sucesso de um musical da série Oz, The Tik-Tok Man of Oz, mas em seguida ele as arruinou novamente ao montar sua própria companhia cinematográfica, a Oz Film Company, e tentar infrutiferamente filmar e distribuir os livros da série Oz. Após dois anos preso ao leito e, conta-se, ainda otimista, morreu em maio de 1919 (Salman Rushdie, O mágico de Oz, Rocco, p.14-15).
La cibercultura, sin referencialidad ni significado, nos abre las puertas a un paraiso sin dioses ni utopias, un jardin cool donde sólo el nihilismo desdramatizado, espontáneo y lúdico, conforma cada uno de los actos de nuestra existencia. El paisaje que nos ofrece este hipercapitalismo libidinal se asemeja a esos cuadros de Tanguy: espacios sin horizonte donde los seres multicolores, casi en estado larvario, parecen flotar en un mundo que nos propone una última ingenuidad edénica; exorcizar, por la vía del consumo, de la indiferencia y el zapping, la historia y la muerte como fundamentos de la condición humana (Alvaro Cuadra Rojas; Carlos Ossa Swears, Modernidad y Comunicación Social).

Yves TANGUY (1900-1955). Jamais Plur (Never again), 1939. Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburgh (920×730mm Oil on canvas).

Yves TANGUY (1900-1955). Dehors (Outside), 1929. Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburgh (1160×895mm Huile sur toile).
Assim escreveu Capote:
A garota ainda tinha um gato e tocava violão. Quando o sol estava muito forte, lavava os cabelos e, na compainha do gato, um bichano ruivo e rajado, sentava-se na escada de incêndio dedilhando o violão enquanto o cabelo secava. Sempre que ouvia a música, eu ia em silêncio até a janela. Ela tocava muito bem, e às vezes cantava. Cantava no tom rouco e quebrado de um rapaz. Conhecia todos os sucessos dos musicais, Cole Porter e Kurt Weil; gostava especialmente das canções de Oklahoma!, que, por serem a novidade daquele verão, eram ouvidas em toda parte. Mas certas canções me intrigavam — onde ela as havia aprendido? de onde essa moça vinha? Canções andarilhas, duras e sentimentais, com letras que cheiravam a pinheiro ou a pradaria. Uma delas dizia: “Não quero dormir, não quero morrer, só quero andar pelos pastos do céu”; e era dessa que ela parecia gostar mais, pois muitas vezes continuava a cantá-la mesmo quando o cabelo já estava seco, com o sol posto e as janelas luzindo no crepúsculo.
Truman CAPOTE, Bonequinha de luxo (Breakfast at Tifanny’s), Companhia das Letras, 2005, p. 20.
E assim filmou Blake Edwards:
Por que os videos do Youtube não rodam no Firefox?
MOON RIVER 01:50
Compositores: Henry Mancini / Johnny Mercer
Artista: Audrey Hepburn (a voz é realmente dela)
Filme: Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de luxo) (1961)
Direção: Blake Edwards
Natal
Penso no Natal. No teu Natal. Para a bondade
A minh’alma se volta. Uma grande saudade
Cresce em todo o meu ser magoado pela ausência.
Tudo é saudade… A voz dos sinos… A cadência
Do rio… E esta saudade é boa como um sonho!
E esta saudade é um sonho… Evoco-te… Componho
O ambiente cuja luz os teus olhos douram.
Figuro os olhos teus, tristes como eles foram
No momento final de nossa despedida…
O teu busto pendeu como um lírio sem vida,
E tu sonhas, na paz divina do Natal…
Ó minha amiga, aceita a carícia filial
De minh’alma a teus pés humilhados de rastos.
Seca o pranto feliz sobre os meus olhos castos…
Ampara a minha fronte, e que minha ternura
Se torne insexual, mais do que humana — pura
Como aquela fervente e benfazeja luz
Que Madalena viu nos olhos de Jesus…
“A cinza das horas” Clavadel, 1913
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Natal Sem Sinos
No pátio a noite é sem silêncio
E que é a noite sem o silêncio?
A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos
Do meu Natal sem sinos?
………………..Ah meninos sinos
………………..De quando eu menino!
Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.
Sinos do Poço, do Monteiro e da Igrejinha de Boa Viagem.
………………..Outros sinos
………………..Sinos
………………..Quantos sinos!
No noturno pátio
Sem silêncio, ó sinos
De quando eu menino.
Bimbalhai meninos,
Pelos sinos
De quando eu menino,
Pelos sinos (sinos
Que não ouço), os sinos de
Santa Luzia.
“Opus 10″ Rio, 1952
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Natal 64
…………………………………..A Moussy
Ao deitar-me para a dormida,
Desejara maior repouso
Do que adormecer, e nao ouso
Desejar o jazer sem vida.
Vida é possibilidade
De sofrimento; quando menos,
Do sofrimento da saudade,
Com seus vãos apelos e acenos.
Mas a não haver outra vida,
Aos que morrem pode a saudade
Dar-lhes, senão a eternidade,
Um prolongamento de vida.
Então, por que neste momento
Me sinto tão amargo assim?
E a saudade me é um tal tormento
Se estás viva dentro de mim?
“Estrela da tarde” 1960
Os trabalhos com temas natalinos do artista plástico, pintor e ilustrador JAN HÍSEK (1965, Praga) são uma forma bastante diferente de explorar o Natal, sem brilhos, verdes e vermelhos coca-cola. Um deles, o Madonna with blackie (detalhe abaixo) é particularmente interessante e sempre tive vontade de usá-lo como banner no mês de dezembro. Mas, para acomodar a imagem ao formato pré-determinado do tema só poderia inserir um detalhe. Três trabalhos de Hísek foram testados e o que melhor se adaptou foi Zjevení que significa Revelation, Apocalipse. Mas, quando encaixado, restou apenas uma parte de um homem que aponta para um anjo e isso me pareceu, embora com a mão esquerda, uma saudação bem conhecida e rechaçada (com razão). Quando o homem foi apagado, a preocupação foi modificar um trabalho artístico. Além disso, o banner escureceu o blog. Uma pena.
A opção rápida, mas bonita, foi uma cena bem conhecida de uma véspera de Natal do filme Fanny e Alexander (1982), de Ingmar Bergman.
Clicando aqui, você poderá apreciar Zjevení na íntegra e, abaixo (reduzidos), como os banners ficaram:

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Zjevení (Revelation/Apocalipse), 1995, 39×57 cm (detalhes, adaptados para o formato do banner).
Mais dois trabalhos do artista:

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Madona s černouškem (Madonna with Blackie), 1992, 23×32cm (detalhe)

Jan HÍSEK (Grafika – hlubotisk), Beránci (Lambs), 1998, 8×7cm
É com o banner do filme Fanny e Alexander, os trabalhos de Hísek e, apesar do calor típico de verões cada vez mais quentes, com a bonita interpretação de Louis Armstrong para a canção White Christmas (1940), clássico natalino de Irving Berlin, que desejo Boas Festas.
WHITE CHRISTMAS (1940) 02:39
Irving Berlin
Artista: Louis Armstrong
Album: Louis Armstrong and Friends – 2003 – What a Wonderful Christmas
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